Indústria solar européia acusa China de dumping e concorrência desleal

Indústria solar europeia acusa China de dumping e concorrência desleal

“Os fabricantes da União Europeia possuem as melhores tecnologias do mundo, mas estão sendo vencidos em seu próprio mercado devido ao dumping dos produtos chineses abaixo de seu custo de produção”, ataca o presidente do EU ProSun, Milan Nitzschke. Para ele, os chineses partiram “virtualmente do zero” e dominaram o mercado em poucos anos.

O dumping pode ser caracterizado quando empresas que pretendem conquistar mercados estrangeiros vendem seus produtos no exterior a preços inferiores aos que são praticados em seu próprio país.

Para a EU ProSun, esse tipo de prática pode colocar em risco o futuro da tecnologia solar fotovoltaica na Europa. Nitzschke ressalta tratar-se de uma indústria estratégica para a região, mas que estaria sendo quebrada pela “competição desleal” com a China, que tem levado grandes empresas solares à falência “todos os meses”.

“A menos que a União Europeia tome uma providência, logo não haverá mais nenhuma fábrica ou emprego em pesquisa e desenvolvimento solar na Europa”, comenta a EU ProSun.

A entidade diz que não trata-se apenas de um caso de prática de dumping, mas que o próprio governo chinês já teria admitido que subsidia a exportação de produtos solares por suas empresas.

No documento enviado à Comissão Europeia, a EU ProSun diz que os fabricantes europeus entrarão na já existente guerra entre Estados Unidos e China devido a essas práticas comerciais. Recentemente, o governo norte-americano disse que 12 categorias de subsídios para fornecedores solares eram ilegais e que os exportadores orientais praticaram dumping contra o país. O Departamento de Energia dos EUA calcula que os fornecedores orientais receberam “mais de 25 bilhões de euros em subsídios, incluindo empréstimos a juros baixos, terras grátis e energia subsidiada”.

Para a EU ProSun, essas decisões tomadas pelos Estados Unidos ainda aumentam a necessidade de medidas em defesa do comércio na União Europeia, uma vez que a postura adotada pelos americanos pode fazer com que os chineses desviem suas exportações para a Europa.

O presidente da associação ainda diz que “a indústria europeia não quer aumentar preços, mas sim parar a atual corrida rumo ao abismo”. E conclui que, “se a União Europeia agir rapidamente, temos uma chance de manter uma base industrial solar sustentável na Europa”.

Fonte: Jornal da Energia – por Fabíola Binas

Postado em 23/julho/2015 por Vagner
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