Governo anuncia dois leilões de energia solar

O governo federal vai realizar dois leilões para a contratação
de energia elétrica de projetos de energia solar em agosto e em novembro. Além
de ser uma boa notícia, o anúncio é um estímulo para o mercado e para os
fabricantes de equipamentos se estabelecerem, facilitando a expansão da fonte no
Brasil. No entanto, ainda é preciso fazer mais para que a energia solar possa se
espalhar de fato por todos os cantos do país, sobretudo quando o tema é mini e
microgeração. Estas modalidades ainda são carentes de incentivos como a isenção
de impostos e criação de linhas de financiamento específicas.
“Existe uma grande perspectiva de introdução dessa fonte de energia solar
na matriz [brasileira]. Existe uma estimativa de que haja uma redução de quase
50% do custo de investimento até 2020. E que, de 2020 a 2050 haja uma outra
queda de 50%], afirmou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE),
Maurício Tolmasquim, ao jornal Valor Econômico.

Medidas que barateiem e incentivem a energia solar são urgentes. Em tempos de
crise hídrica e reservatórios de hidrelétricas baixos, faz-se necessário buscar
outras alternativas para suprir a necessidade de eletricidade. Para um país como
Brasil, que tem um dos melhores potenciais de energia solar no mundo, não faz
sentido privilegiar fontes como as termelétricas, caras e poluentes, e deixar o
Sol de fora da matriz elétrica.

“O
primeiro leilão exclusivo para energia solar aconteceu no ano passado
e já
foi um bom indicativo de que o Brasil começa a se mover, ainda que lentamente,
em direção às verdadeiras soluções para o setor elétrico”, diz Barbara Rubim, da
campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. “Mas ainda estamos longe de
darmos a devida atenção à energia solar. Temos que buscar os devidos incentivos
para a micro e a minigeração, além de cuidar para obter um preço nestes leilões
que seja bom para o desenvolvimento do mercado nacional.”

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